Fragmentos de Mlua
Amor grande, amor nenhum, amor todo ele inteiro, fragmentado pelo tempo.
Gostaria de poder escrever sobre alegria, sobre ser feliz. Mas sou poeta.
Imagino-te. Abano a cabeça. Sacudo-te da minha alma. Pelo menos, tento.
Prometi-me. Muitas vezes… Deixar de te escrever. Não me ensinaram, não aprendi, não me consigo ensinar.
Hoje pensei em ti de novo. Voltei às memórias antigas, onde éramos duas almas que pensavam ter o mundo a seus pés.
A vida é um rio feito de tempo. Somos todos passageiros. Uns têm canoa, outros vivem nos seus barcos a motor, e há quem tenha iates.
É isso que fui pra ti? Quando me vias e não te continhas e te aproximavas sem medo. E sem medo partiste-me o coração.
O amor, uma doença triste, será que eu existo? Será que Deus existe? Mudar de sentido, inversão de marcha...
Como estás? Mas como estás de verdade? Baixa os ombros, respira fundo e fecha os olhos.
Há uma beleza quase insuportável nas coisas pequenas. No café que esfria enquanto olhamos pela janela.
Dança! Dança comigo! Finalmente cheguei para dançar contigo.
As nuvens parecem mar e o mar não se vê daqui. E como sempre, trouxe um livro pra me acompanhar.