O Amor é Vento
O amor,
Uma doença triste,
Será que eu existo?
Será que Deus existe?
Mudar de sentido
Inversão de marcha,
Raio de sol perdido
Iluminando uma flor murcha
Sou eu?
És tu?
Somos todos
um pouco doentes
Dementes,
Bebados de Loucuras
Fazendo travessuras
Num mundo ao contrário
Cheio de Otários,
Pretendendo ser geniais
E eu aqui,
à beira deste cais
Perdido, abandonado
De barco atrasado
Para um futuro promissor
Promessas ocultas
Não reveladas
O que é que me espera?
Desgraça? Bênção? Dor?
Olhas pra mim,
Parece que insultas
As minhas noites desveladas
Neste campo de guerra
Que é buscar o amor.
Mas o que és tu?
O príncipe ou a raposa?
Sou a flor.
A rosa exigente
do amor imaturo
que cria o laço
muito lentamente
de pavio curto.
E aqui estamos
E aqui vou eu
Rumo ao futuro
Porque quem busca a felicidade
Encontra por dentro,
Mas quem busca o amor...
Encontra vento.