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Poesia

Amor Ad Aeternum

Fazemos um poema juntos? Amor grande, amor nenhum Amor todo ele inteiro Fragmentado pelo tempo Na nossa linha de vida Onde nos perdemos pra sempre E nos tivemos em cada momento Os teus pés Que em vez de aquecer os meus Num dia de chuva Debaixo dos lençóis Foi dar a volta ao mundo Conhecer outras fés Outras estradas, outro Deus Conhecer outros céus Cor de vinho uva Esses teus pés… Que não vieram a mim Como me dóis Os teus braços Que abraçaram os cantos Dos lugares onde andaste sem mim E eu aqui, no fim Com saudades dos abraços Que não me deste Porque não pudeste Ou não quiseste Ou não soubeste querer E deixaste-me viver Meio a morrer De saudade, de loucura Pensando que a vida era dura Porque não te tive aqui E no fim a culpa É minha Porque não soube parar de te querer Não soube deixar-te ir Ver-te partir Não porque não quis Mas porque o destino brincou comigo Brincou connosco Como se fosses um velho amigo Que cruzou por mim em Agosto Deixando o teu perfurme no ar Os meus pulmões sem ar Recordando-me que de alguma forma No sorriso ou na dor De te pensar De te ver De te sonhar Vives em mim Porque a tua alma é cola na minha E de te amar De te querer E de te sonhar sem fim Nunca me deixei deixar-te ir. O certo é aceitar E ser-me honesto Que o teu amor É o meu amor eterno. — Escrevi este poema quando o Poeta da Cidade recitou o seu poema "Talvez, se" no dia 3 de Abril deste ano.
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